Não gosto de perder o controle das palavras e, por isso, falo pouco. Escrever é mais seguro do que falar.
De “O silêncio do Vampiro”
Poucas vezes repetia uma história. E mesmo quando repetia, ninguém chegava a notar. Nem mesmo o dono do drama. E drama lá tem dono? Quem conta uma história, conta a história de qualquer um.
De “O laçador de Cães”
Seu varal era uma nova história que eu observava e me ajudava a traduzir algo de mim, um tanto dos meus desejos de estar do outro lado, no meio daquele jardim cuidado espontaneamente nas últimas décadas. Parafraseando Balzac, Dona Júlia poderia ser eu.
De “Crônicas do Varal da Casa ao Lado”